Pinheiro-do-paraná
Araucaria angustifolia (Bert.) O. Ktze.
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    A Araucaria angustifolia, conhecida pelos nomes de pinheiro-brasileiro, pinho, pinheiro-do-paraná e araucária, é a árvore que melhor caracteriza a Floresta Ombrófila Mista, mais conhecida por Floresta com Araucária. Esta espécie ocorre na forma de agrupamentos homogêneos, nas florestas ciliares e em capões, dominando completamente o dossel. É freqüente nos três estados do sul do Brasil e em manchas esparsas no sul de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, estendendo-se ainda, até o nordeste da Argentina (província de Misiones) e leste do Paraguai, em altitudes médias de 500 a 900 metros e ultrapassando, em alguns lugares, os 1000 metros. Atinge até 50 metros de altura e possui tronco cilíndrico e retilíneo. A forma de sua copa se modifica nos vários estágios de crescimento - cônica quando jovem e em forma de candelabro ou taça quando adulta - causando grande efeito ornamental, tornando-a uma opção para composições paisagísticas.

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   Suas sementes, os pinhões, são muito apreciadas pelo homem e fornecem alimento para inúmeros animais silvestres que contribuem para sua dispersão como a gralha-azul, o papagaio, o serelepe, o ouriço, a cutia e os porcos-do-mato.

   Sua madeira é útil para tábuas e compensados, palitos de fósforo, celulose e instrumentos musicais, dentre outras aplicações. Porém devido à intensa exploração, a araucária compõe a lista das espécies ameaçadas de extinção e seu corte é regulamentado. Hoje, o uso da sua madeira só é possível quando proveniente de reflorestamentos implantados para este fim e que possuam planos de manejo autorizados pelo IBAMA.

   O nó de pinho, formado na região de inserção dos galhos no tronco, possui alto poder calorífico, motivo pelo qual é utilizado como fonte de energia. Sua forma cônica o torna, também, interessante peça decorativa.

 
Adriane Smythe - Engª. Florestal / texto e fotos.