Estudo da situação das
espécies da fauna e sua conservação no estado
do Paraná |
| Participação
do Mater Natura no Projeto: Instituição executora.
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| Financiador(es): Fundo Estadual
do Meio Ambiente (FEMA) / Instituto Ambiental do Paraná (IAP). |
Equipe Executora:
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Coordenação
geral
Sandra Bos Mikich (Mater Natura / Embrapa Florestas) |
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Coordenador adjunto
Paulo Aparecido Pizzi (Mater Natura). |
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Mamíferos:
Tereza Cristina C. Margarido (Museu de História Natural
Capão da Imbuia - MHNCI) Aves:
Pedro Scherer Neto (Museu de História Natural Capão
da Imbuia - MHNCI) Répteis: Julio
C. Moura Leite (Museu de História Natural Capão
da Imbuia - MHNCI) Anfíbios: Magno
Vicente Segalla (Mater Natura) Peixes:
Vinícius Abilhoa (Museu de História Natural Capão
da Imbuia - MHNCI) Insetos: Deni Schwartz
(Autônomo) |
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Colaboradores
Veja
a lista de pesquisadores e estagiários que estão
colaborando com este trabalho. |
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Parceiros
Fundação O Boticário de Proteção
à Natureza - FBPN; Universidade Tuiuti do Paraná
- UTP; AURUS
- estúdio gráfico. |
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| Descrição |
| O projeto "Estudo da Situação
das Espécies da Fauna e sua Conservação no Estado
do Paraná" representa um importante passo na conservação
da diversidade biológica do estado, englobando a revisão
da "Lista Vermelha de Animais Ameaçados de Extinção
no Estado do Paraná" (TOSSULINO et al. 1995). |
| Listas de espécies ameaçadas
ou listas vermelhas são aquelas que apresentam taxa
ameaçados de extinção em um determinado local,
com o objetivo de promover a sua conservação. Estas
listas são geralmente complementadas com dados de biologia,
ecologia, distribuição e indicação das
principais ações e estratégias necessárias
para a conservação das espécies ameaçadas,
constituindo os chamados Livros Vermelhos. |
| A União Mundial para a Conservação
da Natureza (IUCN) publicou a primeira lista global de espécies
ameaçadas em 1966. A partir daí, não só
as espécies, mas também os critérios para a definição
de seu estado de conservação vêm sendo revisados,
acompanhando o avanço do conhecimento científico e tornando
a avaliação mais objetiva e replicável. |
| A primeira lista da fauna brasileira ameaçada
de extinção foi elaborada em 1973, sendo revisasa em
1989 (Portaria IBAMA Nº 1.522), a lista atualmente em vigor foi
homologada pelo IBAMA em 2003. Um dos principais avanços para
esta nova revisão, coordenada pela Fundação Biodiversitas,
foi a adoção dos critérios recomendados pela
IUCN e a participação de um grande número de
especialistas por meio de consultas, acessos a bancos de dados e workshops. |
| O primeiro estado brasileiro a publicar
a lista de espécies da fauna ameaçada foi o Paraná,
em 17 de fevereiro de 1995. No mesmo ano foi publicada a lista de
Minas Gerais. Em 1998 foi a vez dos estados de São Paulo e
Rio de Janeiro publicarem suas listas e, em 2002 a do Rio Grande do
Sul. Ao revisar a lista de 1995, o Paraná novamente desponta
como um estado pioneiro. |
Metodologia:
A consecução deste projeto envolve as seguintes características
metodológicas.
| 1. |
Ampliação dos
grupos taxonômicos abordados
Além de mamíferos, aves, répteis e borboletas,
taxa incluídos na versão atual (SEMA,
1995), estão sendo analisados anfíbios, peixes
e abelhas. Também está em estudo a possibilidade
da inclusão de outros invertebrados. |
| 2. |
Adoção integral dos critérios
da IUCN (2001, versão 3.1) adaptados ao nível
regional (GARDENFORS et al., 2001)
Após leitura e análise de diferentes listas e
propostas de categorias e critérios, a equipe de coordenação
deliberou pela adoção integral das categorias
e critérios da IUCN, seguindo as recomendações
dos especialistas que revisaram a lista nacional (workshop
realizado em Belo Horizonte, dezembro de 2002). Esta versão
contempla as seguintes categorias de ameaça: |
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a. Regionalmente Extinta (RE) - espécies
que estão sabidamente ou presumivelmente extintas no
estado. Esta é uma adaptação proposta por
Gardenfors et al. (2001), já que as categorias
da IUCN são globais.
b. Criticamente em Perigo (CR) - espécies que, de acordo
com os critérios específicos, estão sob
um risco extremamente alto de extinção na natureza.
c. Em Perigo (EN) - espécies que, de acordo com os critérios
específicos, estão sob um risco muito alto de
extinção na natureza.
d. Vulnerável (VU) - espécies que, de acordo com
os critérios específicos, estão sob um
risco alto de extinção na natureza.
Além destas categorias, existem outras que não
implicam proteção legal:
e. Quase Ameaçadas (NT) - não está ameaçada
no presente, mas é provável que esteja em um futuro
próximo.
f. Não Ameaçadas (LC) - são espécies
que não estão ameaçadas no presente e apresentam
pouco probabilidade de estarem em um futuro próximo.
g. Dados Insuficientes (DD) - indica a necessidade de obtenção
de mais dados, principalmente a respeito de abundância
e distribuição, para que o status da
espécie possa ser corretamente avaliado. |
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Para categorização
das espécies são considerados os seguintes critérios
básicos:
• redução do tamanho da população
• variação na extensão da área
de ocorrência ou da área de ocupação
• número de indivíduos maduros
• análise quantitativa mostrando a probabilidade
de extinção na natureza em relação
ao tempo ou ao número de gerações
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| 3. |
Ampla consulta à comunidade científica
Para colaborar na execução do projeto, foram convidados
114 pesquisadores autônomos ou vinculados a 31 instituições
de pesquisa distintas.
Esta ampla consulta à comunidade científica está
sendo feita por meio de três estratégias principais,
descritas na seqüência: |
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• Workshop
realizado no dia 17 de janeiro de 2003 na Universidade Tuiuti
do Paraná (UTP), com apoio da Fundação
O Boticário de Proteção à Natureza
(FBPN). Deste evento participaram 64 pessoas, que discutiram
o status das espécies com base em uma lista preliminar
de espécies elaborada pelas equipes de coordenação.
Os resultados deste evento, traduzidos em listas de espécies
ameaçadas, foram aprimorados nos meses subsequentes,
através da coleta de informações adicionais.
• Formação de banco de dados
sobre as espécies (distribuição, biomas
de ocorrência, situação nas unidades de
conservação do estado, principais ameaças,
esforços voltados para a sua conservação,
etc.) o qual será constituído por coleta de informações
junto a pesquisadores que atuam ou atuaram com os diferentes
grupos taxonômicos abordados. Para tal finalidade foram
remetidas fichas aos pesquisadores a partir de 03 de fevereiro,
ficando os coordenadores responsáveis pela análise
e compilação das informações obtidas.
• Criação de uma lista de discussão
na internet para facilitar a ampla discussão
sobre as listas, com ênfase nos critérios da IUCN.
Apenas os convidados e coordenadores possuem acesso a esta lista. |
| 4. |
Versão revisada da
Lista Vermelha
Nos meses de fevereiro a outubro os dados obtidos no workshop
foram complementados, realizando-se um diagnóstico sobre
a realidade das espécies ameaçadas do estado do
Paraná, contendo seu status, características biológicas
conhecidas, biomas de ocorrência, situação
nas Unidades de Conservação do Estado (UCs federais
e municipais também são consideradas), principais
ameaças e estratégias e propostas para sua conservação.
Estas informações serão condensadas em
documento na forma de livro, o qual será editorado e
ilustrado com fotos. O IAP é o responsável pela
homologação e publicação da Lista
Vermelha revisada. |
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| Bibliografia citada |
| GARDENFORS, U.; HILTON-TAYLOR, C.; MACE,
G.M. & RODRIGUEZ, J.P. 2001. The application of IUCN Red List
Criteria at regional levels. Conservation Biology, 15(5): 1206-1212. |
| IUCN. 2001. IUCN Red List Categories
and Criteria: version 3.1. Gland e Cambridge, IUCN-Species Survival
Commission. ii + 32 pp. |
| TOSSULINO, M.G.P.; MARGARIDO, T.C.C.;
STRAUBE, F.C.; MOURA-LEITE, J.C. de; MORATO, S.A.A.; BÉRNILS,
R.S.; CASAGRANDE, M.M. & MIELKE, O.H.H. (orgs.). 1995. Lista
vermelha de animais ameaçados de extinção no
Estado do Paraná. Curitiba, SEMA/GTZ. 177 pp. |
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Para maiores informações
a respeito do projeto entre em contato com:
Coordenadora Geral - Sandra Bos Mikich
(e-mail:info@maternatura.org.br). |
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