Plano de Manejo do Parque Nacional
de Ilha Grande - PR
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| Participação
do Mater Natura no Projeto: Instituição proponente
e executora. |
| Financiador: Ourinhos Energia
S.A. |
Equipe Executora:
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Coordenação Geral
Augusto Cesar Svolenski (MATER NATURA). |
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Coordenação Técnica
Karina Luiza de Oliveira (MATER NATURA). |
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Supervisão Técnica
Marisete Catapan (Consultora, IBAMA), Maude Nancy Joslin Motta
(IBAMA), Roberto Xavier de Lima (Consultor, IBAMA). |
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Parceiros
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis
- IBAMA; Consórcio Intermunicipal para Conservação
dos Remanescentes do Rio Paraná e Áreas de Influência
- CORIPA; Museu de História Natural Capão da Imbuia
- MHNCI; Exército Brasileiro; Itaipu Binacional. |
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| O Projeto |
| O Plano de Manejo do Parque Nacional
de Ilha Grande está sendo realizado em duas etapas que totalizam
20 meses de trabalho. Na primeira etapa, que durará seis meses,
está prevista a realização de um diagnóstico
da Unidade, utilizando-se do método Avaliação
Ecológica Rápida - AER proposta pela ONG norte-americana
The Nature Conservancy - TNC, que resultará em instruções
para a elaboração do Plano de Manejo propriamente dito,
que ocorrerá nos 14 meses subseqüentes.. |
| Os profissionais atualmente envolvidos com
a AER, por área temática, são: |
Coordenação da AER
- Augusto Cesar Svolenski Mapeamento e Geoprocessamento
- Dirley Schmidlin e Franco Amato Geologia e Geomorfologia
- Ana Lizete Rocha Vegetação e Flora
- Carina Kozera Ornitofauna - Marcos Ricardo
Bornschein Mastofauna - Liliani Marília
Tiepolo Anurofauna - Magno Vicente Segalla
Macroinvertebrados Bentônicos - Edinalva Oliveira
e Daniele Gidsicki Ictiofauna - Leonardo Pussieldi
Bastos e Vinícius Abilhôa Herpetofauna
- Sérgio Augusto Abrahão Morato; Renato Bérnils
e Júlio Cesar de Moura Leite |
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| O Parque Nacional de Ilha Grande |
| Localização |
| O Parque Nacional de Ilha Grande
- PNIG é uma Unidade de Conservação de Proteção
Integral, com uma área total de aproximadamente 78.875 ha,
situado na divisa dos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul.
Abrange os municípios de Guaíra, Altônia, São
Jorge do Patrocínio, Vila Alta, Icaraíma e Querência
do Norte, no Paraná, e Mundo Novo, Eldorado, Naviraí
e Itaquiraí, no Mato Grosso do Sul. |
| Histórico |
| O Parque Nacional de Ilha Grande
foi criado pelo Decreto Federal s/n.º de 30 de setembro de 1997,
com o objetivo de proteger uma significativa parcela das extensas
várzeas deste rio, que se estendem desde a foz dos rios Tietê
e Sucuriú, nos estados de São Paulo e Mato Grosso do
Sul, até pouco ao sul da foz do rio Piquiri, já no estado
do Paraná. O recente barramento do rio Paraná pela Usina
Hidrelétrica de Porto Primavera suprimiu cerca de 40% deste
ecossistema (AGOSTINHO & ZALESKI, 1996; citado por CAMPOS, 2000). |
| Sua importância reside tanto
na conservação dos recursos naturais presentes nesta
UC, quanto por compor o Corredor de Biodiversidade do rio Paraná,
que inicia no Parque Nacional do Iguaçu até o Pontal
do Paranapanema. |
| O processo de criação
do Parque foi desencadeado pelos impactos dos grandes empreendimentos
hidrelétricos na bacia do rio Paraná (a perda do Parque
Nacional de Sete Quedas e a existência de projeto de construção
da Usina Hidrelétrica de Ilha Grande). |
| A partir de 1991 várias foram
as propostas para a criação de uma Unidade de Conservação
naquela região, culminando com o Decreto Estadual nº 4.464/94
que estabeleceu a Estação Ecológica Estadual
de Ilha Grande, com área de 28.368 ha e que constitui, atualmente,
a Zona Intangível do atual Parque Nacional. |
| Entre 1994 e 1995, foram criadas
as Áreas de Proteção Ambiental - APA pelos municípios
de Vila Alta, Altônia, São Jorge do Patrocínio
e Icaraíma que, posteriormente, conveniaram-se para administrá-las
unificadamente, resultando no Consórcio Intermunicipal para
Conservação dos Remanescentes do Rio Paraná e
Áreas de Influência - CORIPA. |
| Características abióticas e
bióticas |
| Esta Unidade de Conservação
é formada por um arquipélago fluvial com centenas de
ilhas, muitas delas de curta existência, das quais as maiores
são as ilhas Grande, Bandeirantes e Peruzzi, além de
uma estreita e longa faixa de várzea situada na margem esquerda
do rio Paraná. |
| Estes ambientes tiveram origem há
aproximadamente 8.000 anos atrás, durante uma época
de alta pluviosidade do período Quaternário e apresentam
as feições atuais de lagoas e pântanos geradas
a partir de 1.500 anos atrás (STEVAUX et al., 1997; citado
por CAMPOS, 2000). |
| Há uma dominância
de depósitos aluviais dos quais originam-se solos hidromórficos
(Gleys e Orgânicos), na sua maioria, e não hidromórficos
(Cambissolos), os quais condicionam o estabelecimento de espécies
de plantas adaptadas às condições de saturação
hídrica, quer seja permanente ou temporária. |
| A região fitogeográfica
onde está inserido Parque é a da Floresta Estacional
Semidecidual, segundo classificação adotada por IBGE
(1992). Entretanto, quase a totalidade da Unidade é recoberta
por Formações Pioneiras com Influência Fluvial,
representada pelas várzeas, pântanos e lagoas, ocupadas
por vegetação herbácea e, mais raramente, arbórea. |
| A vegetação proporciona
a manutenção de uma fauna ainda pouco conhecida, representada
por espécies de grande valor para a biodiversidade, muitas
delas raras, em perigo ou ameaçadas de extinção,
como o cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus), o puma
ou sussuarana (Puma concolor), a onça-pintada (Panthera
onca), o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla),
a lontra (Lutra longicaudis), a ariranha (Pteronura brasiliensis),
os bugios (Alouatta fusca e A. caraya), o jacaré-de-papo-amarelo
(Caiman latirostris), a sucuri (Eunectes sp.), a
jibóia (Boa sp.), dourados (Salminus maxillosus),
jaús (Paulicea luetkni), pintados (Pseudoplatystoma
corruscans) e pacus (Piaractus mesopotamicus), dentre
inúmeras outras. |
| O Plano de Manejo |
| O Plano de Manejo é um instrumento
de planejamento e gerenciamento das UCs, elaborado após a devida
análise dos fatores bióticos, abióticos e antrópicos
existentes em uma unidade de conservação e em seu entorno,
que prevê ações de manejo a serem implementadas. |
| O planejamento ordenado das ações
a serem implementadas em uma UC é fundamental para garantir
a preservação dos recursos naturais nela existente e
a consecução dos benefícios indiretos de ordem
ecológica, econômica, científica e social dela
advindos. |
| O documento "Roteiro Metodológico
de Planejamento de Parque Nacional Reserva Biológica e Estação
Ecológica" (IBAMA, 2002) prevê um planejamento contínuo
e gradativo, compreendido em fases, onde o grau de conhecimento da
área é determinante para o nível de intervenção
a ser proposto no planejamento. |
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| O Mater Natura - Instituto de Estudos
Ambientais foi contratado para realizar os trabalhos de elaboração
do Plano de Manejo do Parque Nacional de Ilha Grande, executado sob
a supervisão e coordenação técnica da
DIREC/Coordenação de Gestão de Unidades de Conservação
- COGUC/Setor de Plano de Manejo de Unidades de Conservação,
permitindo assim que o IBAMA cumpra com um dos seus objetivos de dotar
as unidades de conservação federais, de um plano de
manejo atualizado. |
| O financiamento para a elaboração
deste Plano de Manejo provém de medida compensatória
oriunda da construção da Usina Hidrelétrica de
Ourinhos pela empresa Ourinhos Energia S.A., a ser construída
na divisa entre São Paulo e Paraná. |
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Para maiores informações a respeito
do projeto entre em contato com:
Coordenador Geral - Augusto Cesar Svolenski - svolenski@maternatura.org.br |
| Para saber mais sobre o Parque Nacional de
Ilha Grande, consulte "Parque Nacional de Ilha Grande
- Re-conquista e desafios" organizado por João Batista
Campos e publicado pelo IAP e CORIPA, em 2001. |
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| Clique nas fotos p/ vê-las ampliadas. |
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Ambiente predominante
no Parque: várzeas e pântanos com plantas herbáceas.
Foto: A. C. Svolenski |
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| Equipe da AER
em trabalho de campo. |
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Outro ambiente
comum no Parque: macrófitas aquáticas na Lagoa Jatobá.
Foto: A. C. Svolenski |
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Equipe da AER
em trabalho na Lagoa Saraiva. Foto: A. C.
Svolenski |
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Pastagem desativada
ao norte da Ilha Bandeirantes. Foto: A.
C. Svolenski |
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Encontro das
águas dos rios Ivaí (marrom) e Paraná (azul).
Foto: A. C. Svolenski |
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Paredão
das Araras, onde estas nidificavam até serem extintas regionalmente
pelo tráfico de animais. Foto: A.
C. Svolenski |
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Vista da parte
sul da Ilha Grande, logo após o incêndio que destruiu
cerca de 1/3 desta. Foto: A. C. Svolenski
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