Revisão do Plano de Manejo do
Parque Estadual de Vila Rica, Fênix-PR
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| Participação
do Mater Natura no Projeto: Instituição proponente
e executora. |
| Financiador(es): Fundo Nacional
do Meio Ambiente (FNMA) / Ministério do Meio Ambiente (MMA).
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Equipe Executora
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Coordenação
Técnica
Sandra Bos Mikich. |
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Técnicos Responsáveis
Karina Luiza de Oliveira (MATER NATURA); Mauro de Moura Britto
(IAP); Rubens Lei Pereira de Souza (IAP). |
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Consultores
Claudia Inês Parellada; Carla Valeska de Moraes; Silvana
de Andrade; Luiza Angélica Guerino; Luizinho Jagelski;
Augusto Cesar Svolenski; Marília Borgo; Marcelo Duarte
da Silva; Vinicius Abilhoa; Leonardo Pussieldi Bastos; Reginaldo
Assêncio Machado; Carlos Eduardo Conte; Sérgio
A. Morato; Pedro Scherer Neto; Alberto Urben Filho; Michel Miretszki;
Gledson Vigiano Bianconi; Edson E.L. Queluz; Cosme Jorge da
Luz. |
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Parceiros
Instituto Ambiental do Paraná (IAP); Prefeitura
Municipal de Fênix; Museu de História Natural do
Capão da Imbuia (Prefeitura Municipal de Curitiba); Museu
Paranaense. |
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| Descrição |
| O Parque Estadual de Vila Rica do
Espírito Santo (PEVR) foi criado em 1955 em função
do seu valor histórico e arqueológico inestimáveis,
pois ali estão localizadas as ruínas de Villa Rica del
Espiritu Santu, uma das 16 comunidades jesuíticas espanholas
fundadas nos séculos XVI e XVII, e que deram origem ao seu
nome. O Museu Paranaense vem desenvolvendo pesquisas arqueológicas
na área do PEVR desde 1954, tendo realizado levantamentos históricos,
a topografia das ruínas, além de escavações
arqueológicas e vistoria dos limites do Parque buscando a identificação
de novos sítios arqueológicos e o monitoramento dos
já cadastrados. |
| O PEVR está inserido no Bioma
Mata Atlântica e foi nominalmente indicado pelo Ministério
do Meio Ambiente (MMA. Workshop "Avaliação
e ações prioritárias para a conservação
da biodiversidade da Mata Atlântica e Campos Sulinos",
Brasília: 2000) como área prioritária para manejo,
conservação e pesquisas, principalmente na sua região
de entorno. |
| O Estado do Paraná possuía,
em 1895, 16.782.400 ha de florestas (MAACK 1968); em 1995 restavam
apenas 1.769.449 ha (SOS MATA ATLÂNTICA, INPE & ISA 1998).
Destes, apenas 560.564 ha estavam efetivamente protegidos em 1999
por Unidades de Conservação (JACOBS 1999). No caso da
Floresta Estacional Semidecidual somente 3,09% (259.544,01 ha) da
área original deste ecossistema está efetivamente protegida
(JACOBS 1999). Desta forma, o PEVR, apesar de possuir apenas 354 ha,
representa 22% da cobertura vegetal do município de Fênix,
cuja região apresenta apenas 6% de vegetação.
É um dos únicos remanescentes da Floresta Estacional
Semidecidual protegidos na região centro-norte do Estado do
Paraná e um reduto impar para a sua rica fauna, que inclui
diversas espécies raras e/ou ameaçadas, como o urubu-rei
(Sarcoramphus papa), a juruva (Baryphtengus ruficapillus),
o assobia-cachorro (Donacobius atricapillus), a tesoura-do-mato
(Phibalura flavirostris), a jaguatirica (Leopardus pardalis)
- Apêndice II do CITES - Convention on International Trade in
Endangered Species of Wild Fauna and Flora, a lontra (Lutra longicaudis)
- Apêndice I do CITES, o cateto (Tayassu tajacu) - Apêndice
II do CITES e a paca (Agouti paca) - Apêndice III do CITES,
várias delas ainda relativamente comuns nesta unidade de conservação
(UC). |
| Embora o PEVR possua um Plano de
Manejo, este já está bastante desatualizado em função
dos 15 anos decorridos desde a sua publicação em 1987
(ITCF, 1987) e da ausência de revisões neste período.
Assim, a primeira justificativa para a revisão do Plano de
Manejo do PEVR é a necessidade de realizar a sua atualização,
tanto em termos de formato, uma vez que o Plano atual é anterior
ao modelo proposto pelo IBAMA (1996), como em conteúdo, já
que muitas das informações sugeridas pelo roteiro do
IBAMA não foram apresentadas naquele Plano. |
| Uma série de pesquisas básicas
e aplicadas foram conduzidas na área e na região desde
1987, fornecendo subsídios concretos para o manejo e conservação
desta UC e sua área de entorno. Um dos exemplos é o
papel estratégico que o PEVR assumiu nas definições
do atual aproveitamento do rio Ivaí para a geração
de energia elétrica, uma vez que, de imediato, pelo menos um
dos reservatórios planejados acabou por ser descartado da análise
pelo comprometimento dos remanescentes florestais do Parque e de uma
das principais áreas de reprodução de grandes
peixes migratórios oriundos das regiões de Itaipu e
do Parque Nacional de Ilha Grande, ambos no rio Paraná a jusante
da foz do Ivaí. |
| As informações já
disponíveis no Plano atual, somadas a outras que foram obtidas
ao longo dos últimos 15 anos e àquelas que deverão
ser adquiridas no período do presente estudo, resultarão
em um Plano de Manejo - Fase 2, caráter inédito aos
planos de manejo no Estado do Paraná. |
| O PEVR dispõe de boa infra-estrutura
para conservação, manejo e pesquisa, que inclui a residência
do gerente da UC, 10 funcionários (incluindo o gerente), um
escritório, um alojamento para pesquisadores com capacidade
para dez pessoas, um museu histórico-natural, duas estradas
e várias trilhas de uso exclusivo para funcionários
e pesquisadores, um galpão para serviços gerais, um
depósito de ferramentas, kit básico para controle de
incêndio, um veículo utilitário de uso exclusivo,
um barco de alumínio com motor de popa de 25 HP e uma carreta
para transporte. |
| O Parque recebe aproximadamente
5.000 visitantes/ano, a maioria escolares da região, mas também
muitos moradores do próprio município (a população
total segundo o censo 2000 - IBGE é de 4.942 habitantes), que
realizam caminhadas no interior da área e a utilizam para lazer
nos finais de semana, já que Fênix e região dispõem
de poucas opções de lazer. |
| O PEVR possui trilhas exclusivas
para visitação, um lago, vários quiosques para
descanso e contemplação da natureza, sanitários
públicos e serviço de recolhimento de lixo e manutenção
das trilhas. Além disso, oferece exibição de
vídeo educativo, que apresenta o histórico da área
e sua importância cultural e ambiental, e algumas atividades
de educação ambiental para grupos escolares. |
| O PEVR representa uma importante
fonte de renda para o município de Fênix através
do ICMS-Ecológico. No ano de 2001, dos R$ 230.872,37 repassados
ao Município, R$ 85.130,26 correspondiam à contribuição
desta UC. A maioria dos moradores apóia a existência
do Parque e confere-lhe valor paisagístico e conservacionista.
No entanto, alguns produtores no entorno da UC estão insatisfeitos
com o consumo de milho por animais florestais e exigem que medidas
sejam tomadas. Este problema é objeto de um estudo financiado
pelo IAP, concluído em março de 2002 e que apontou alternativas
para diminuir este conflito. |
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| Bibliografia citada |
| INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS
NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA. 1996. Roteiro Metodológico
para o Planejamento de Unidades de Conservação de Uso
Indireto (versão 3.0). Brasília: IBAMA/GTZ, 110p. |
| INSTITUTO DE TERRAS, CARTOGRAFIA E FLORESTAS - ITCF.
1987. Plano de Manejo do Parque Estadual de Vila Rica do Espírito
Santo, Fênix – PR. Curitiba: Instituto de Terras Cartografia
e Florestas. 86p. |
| JACOBS, G.A. 1999. Evolução dos remanescentes
florestais e áreas protegidas no Estado do Paraná. Cadernos
de Biodiversidade, 2(1): 73-81. |
| MAACK, R. 1968. Geografia Física do Estado
do Paraná. Curitiba: BADEP. 350p. |
| MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE - MMA. 2000. Avaliação
e Ações Prioritárias para a Conservação
da Biodiversidade da Mata Atlântica e Campos Sulinos. Brasília:
MMA/SBF. 40p. |
| SOS MATA ATLÂNTICA,
INPE & ISA. 1998. Evolução dos Remanescentes Florestais
e Ecossistemas Associados do Domínio da Mata Atlântica
no Período de 1990-1995. (Relatório). São Paulo:
Fundação SOS Mata Atlântica/Instituto Nacional
de Pesquisas Espaciais e Instituto Sócio-Ambiental. 47p. |
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| Para maiores informações
a respeito do projeto entre em contato com:
Coordenadora Geral:: Sandra Bos Mikich
(e-mail: sbmikich@cwb.matrix.com.br)
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| Clique nas fotos p/ vê-las ampliadas. |
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| Entrada do PE
Vila Rica do Espírito Santo, Fênix-PR, que dista 1km
da sede do município. |
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| O PE Vila Rica
é dotado de boa infra-estrutura para o desenvolvimento de atividades
de pesquisa e educação ambiental. |
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| O palmiteiro (Euterpe edulis)
é uma das espécies mais abundantes no PE Vila Rica,
mas está ameaçado em função da predação
de suas plântulas pelo macaco-prego (Cebus apella),
que ocorre em super-população nesta Unidade de Conservação. |
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| Em outubro de 1995 o Parque foi
atingido por uma tempestade tropical que produziu efeitos profundos
na sua flora e fauna. |
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| Apesar do pequeno tamanho (354ha),
o PE Vila Rica é um dos únicos redutos para a rica fauna
da Floresta Estacional Semidecidual da região centro-oeste
do Paraná, como o pica-pau-joão-velho (Celeus flavescens).
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| Fotos: S. B. Mikich |
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