O Parque Estadual Vila Rica e a Conservação da Biodiversidade no Paraná
Participação do Mater Natura no Projeto: Instituição proponente e executora.

Financiador(es): Fundo Estadual do Meio Ambiente (FEMA) / Instituto Ambiental do Paraná (IAP).

Equipe Executora:
  Coordenação Técnica
Sandra Bos Mikich.
  Técnicos Responsáveis
Beatriz Helena Noronha Sales Maia, Michel Miretzki, Gledson Vigiano Bianconi, Arthur Angelo Bispo de Oliveira, Eloísa Wistuba, Leonardo Pussieldi Bastos, Vinícius Abilhoa.
  Parceiros
Universidade Federal do Paraná - Departamento de Química - Laboratório de Produtos Naturais e Ecologia Química (LAPNEQ); Museu de História Natural do Capão da Imbuia (MHNCI).
Descrição
   A biodiversidade regional, que valoriza a composição e a abundância das espécies, depende, dentre outros fatores, da conectividade dos fragmentos florestais. As florestas ciliares podem formar conexões naturais entre hábitats isolados, além de apresentarem grande produtividade e riqueza de espécies.
   A Floresta Estacional Semidecidual, que cobria boa parte do estado do Paraná, deu lugar aos cultivos agrícolas e às pastagens. A situação não é diferente no município de Fênix, onde está localizado o Parque Estadual de Vila Rica do Espírito Santo (PEVR). Da cobertura florestal original desta região restaram somente alguns fragmentos muito pequenos (máximo 800 ha) cercados por uma matriz completamente alterada. As florestas ciliares dos rios da região também estão bastante descaracterizadas, quando não suprimidas. Assim, a conectividade entre os fragmentos florestais é pequena ou inexistente, comprometendo a manutenção da biodiversidade regional.
   Em 1999 o Projeto Malha Florestal, uma iniciativa da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Paraná (SEMA) com apoio da Fundação O Boticário e McArthur Foundation, realizou a avaliação da situação dos remanescentes florestais e da vegetação ripícola da região de entorno (raio de 30 km) do PEVR. Este estudo concluiu que, embora a situação da cobertura florestal da região exija uma recomposição urgente, pouco se sabe sobre a dinâmica e os impactos desta ação e, portanto, uma série de dados devem ser coligidos antes que esta recomposição aconteça para que seus efeitos (positivos e negativos) possam, depois, ser monitorados. Assim, a execução do presente estudo, visa justamente obter os parâmetros para este monitoramento, através de estudos da fauna (aves, mamíferos, répteis, anfíbios e peixes), flora e interação animal/planta.
   Cabe destacar que o PEVR é a área ideal para executar este tipo de avaliação, pois conta com uma base de dados ímpar para sua fauna e flora. Além disso, entrevistas realizadas com moradores da região de entorno do Parque revelaram preocupação com a situação atual da vegetação da margem dos rios, refletida principalmente na diminuição da pesca. Esta conscientização do problema por parte da população local deve facilitar sobremaneira a execução de propostas voltadas à sua solução.
 A presente proposta enquadra-se dentro dos objetivos de três programas voltados à conservação das florestas ciliares e manutenção da biodiversidade do Paraná desenvolvidos pelo Estado, o Programa de Conservação e Recomposição de Fundos de Vales, o Programa Florestas Municipais e o Programa Rede da Biodiversidade, os quais podem garantir a sua continuidade.
 
 Para maiores informações a respeito do projeto entre em contato com:
Coordenadora Técnica - Sandra Bos Mikich
(e-mail: sbmikich@cwb.matrix.com.br).
 
Clique nas fotos p/ vê-las ampliadas.
 
 
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Situação da floresta ciliar nas margens do rio Corumbataí, no PE Vila Rica do Espírito Santo, Fênix-PR.
 
 
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Situação da floresta ciliar nas margens do rio Corumbataí; no restante do município de Fênix e municípios limítrofes a floresta ciliar foi reduzida ou suprimida para dar lugar à plantações e pastos.
 
 
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O projeto prevê a avaliação do uso dos remanescentes da floresta ciliar como corredor para a fauna, utilizando alguns grupos (como os morcegos) como indicadores.
 
 
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A matriz de entorno dos remanescentes florestais da região de estudo é dominada por campos cultivados e pastagens, dificultando o deslocamento dos animais entre remanescentes.
 
 
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Coletores de sementes, com e sem poleiros artificiais, serão instalados em áreas abertas para verificar o efeito dos últimos na deposição de sementes por aves que consomem frutos.
 
 
Fotos: S. B. Mikich
 
   
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