Matriz Energética Brasileira
O petróleo e derivados ainda somam quase metade da demanda de energia do país e a hidráulica e eletricidade, aproximadamente 15%. E quando se fala em energia elétrica, as usinas hidrelétricas respondem por quase 90% de sua produção. Esse fato é bastante compreensível, uma vez que o Brasil possui a maior bacia hidrográfica do mundo. É fato também que nem todo o potencial hidrelétrico do Brasil foi explorado. O Governo Federal planeja expandir ainda mais a participação da geração hidrelétrica na matriz energética brasileira, por intermédio do licenciamento de grandes usinas, principalmente na Bacia Amazônica.

Fonte: http://www.ben.epe.gov.br/BEN2006_Capitulo1.aspx
Apesar de ser considerada uma forma bastante limpa de produção de energia (isto é, de baixa produção de poluentes), a geração hidrelétrica também traz uma série de impactos ambientais e sociais: inundação de áreas agricultáveis; perda de vegetação e da fauna terrestres; interferência na migração dos peixes; mudanças hidrológicas a jusante da represa; alterações na fauna do rio; interferências no transporte de sedimentos; aumento da distribuição geográfica de doenças de veiculação hídrica; perdas de heranças históricas e culturais, alterações em atividades econômicas e usos tradicionais da terra; problemas de saúde pública, devido à deterioração ambiental; problemas geofísicos devido a acumulação de água foram detectados em alguns reservatórios; perda da biodiversidade, terrestre e aquática.
Atualmente, estão sendo pesquisadas fontes alternativas de energia que tenham caráter renovável e não sejam poluentes, de forma a suprir pelo menos parte da grande demanda mundial por eletricidade. A energia solar e a eólica são apenas dois exemplos. Calcula-se que se o lago da barragem de Itaipu, com seus 1.350 km2, fosse coberto com células fotovoltaicas para a captação de energia solar, o Brasil não necessitaria de nenhuma outra fonte energética. Infelizmente, um projeto desse porte ainda não é viável economicamente. A participação da energia eólica na matriz energética mundial vem crescendo a uma taxa de 30% ao ano.
No Brasil, essas duas alternativas não poderiam substituir a geração hidrelétrica em um primeiro momento, principalmente por causa de fatores ambientais: sua eficiência está diretamente relacionada a fatores locais com alta insolação ou com ventos fortes e constantes. Outras fontes limpas e renováveis para a produção de energia elétrica incluem o gás natural, que não contribui tanto quanto o petróleo para aquecimento global, mas cujo custo ainda é bastante superior ao da usina hidrelétrica; a energia maremotriz, que usa o movimento das ondas do mar para a geração de energia; as fontes geotérmicas, que utilizam o calor de fontes termais, entre outras. Continuamente estão sendo estudados meios de tornar estas fontes mais eficientes.
Apesar da crescente repercussão que os biocombustíveis estão tendo na mídia, é improvável que no curto e médio prazo, as hidrelétricas sejam substituídas no Brasil apenas por uma fonte alternativa de energia. As tendências mostram que a geração de eletricidade tende a ser mais diversificada no futuro, quando mais pesquisas e investimentos no setor tornarem viáveis as diversas fontes de energia alternativa disponíveis.
É necessário e urgente o investimento em formas alternativas de energia, que representem impactos menores ao meio ambiente e à sociedade!
Fonte: texto adaptado de www.ambientebrasil.com.br
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